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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No que você está pensando?



“É fácil falar de mim, difícil é ser eu!”, “Deus deu a cada um uma vida, para cada um cuidar da sua!”, “Me odeia, entra na fila!”, “Não me inveje, trabalhe!” ,”Seu ibope é o meu sucesso!” ... e por ai vai.

Outro dia conversando com meu primo (estudante de História, muito culto por sinal #puxosacomsm rsrsrs), ele me falou que uma coisa banal que ele postou no facebook, teve mais comentários e curtidas que todas as outras coisas muito mais inteligentes, que ele posta diariamente, e ele disse que ficou feliz com a repercussão. Mais logo depois ele pensou “se isso me afetou de alguma forma, é porque eu estou muito fútil. Vou sair daqui e ler um livro!”

Tenho visto uma preocupação muito grande com a imagem do “próprio eu” que é passada nos dias de hoje, principalmente através das redes sociais! Preocupação esta que tem levado (com o perdão da franqueza) ao ‘emburrecimento e estupidecimento’ do ser humano.

Não entenda mal, eu não tenho nada contra as redes sociais, gosto e até uso bastante! O que me incomodou foi o fato de que as pessoas estão fazendo mais coisas para desmistificar a ‘imagem’ que os outros têm dela do que fazendo algo pelo que ela realmente é.

Se todo mundo se dedicasse a ler um livro cada vez que uma coisa fútil faz diferença na sua vida, elas não precisariam se preocupar com o que os outros estariam pensando dela, porque ela descobriria que o que eles estão fazendo não é pensar e desperdiçar, pois cada segundo gasto com a preocupação alheia é um desperdício de tempo pessoal!

Ai você diz: hahaha, você acabou de desperdiçar um tempão escrevendo esse texto!

E eu te respondo que sim, desperdicei, como várias outras vezes já desperdicei tempo antes, e ainda por cima digo que desperdiçaria de novo se existisse a chance (como existe) de alguém, em algum momento de futilidade, pensar um pouco no assunto e fazer algo diferente para seu próprio eu!

Afinal como diria Goethe: “Quem tem bastante no seu interior, pouco precisa de fora!”